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Numa altura em que os Crossovers invadem todos os segmentos, o segmento B não poderia ficar imune. Por isso, a Peugeot em vez de desenvolver uma sucessora para a 207 SW apresentou um híbrido entre carrinha e  crossover. Será a fórmula correcta?

A Peugeot com o 307 já tinha tentado, com sucesso, o mesmo: a 307 Sw tinha ares de monovolume. Mas neste caso foi mais longe e criou um modelo especifico. Em termos de design, tem elementos que gostamos: como a frente, ainda mais bem conseguida que o 208. Mas tem outros elementos que destoam, como o para-choques traseiro, mal acabado.

Mas o que chama mais a atenção é o facto de a partir do final da porta do condutor o 2008 fica mais alto, sem beneificio para os utilizadores, é apenas um troque de design, e isso nota-se no tejadilho. E se é diferenciador, visto de lado, visto por cima, parece-nos uma solução mal acabada.

peugeot-2008

No interior vemos elementos do 208, como o volante mínimo (excelente), o quadro de instrumentos elevado (exige habituação, mas é um must) e o centro multimédia, destacado para ficar mais perto do condutor. Em relação ao 208 acrescenta mais espaço e mantém a irreverência do utilitário.

Outro dos factores que diferenciam o 2008 da concorrência é a profusão de motores. O Captur, principal adversário, só oferece motores de 90 cv: o 1.5 dci e o 0,9 dce (diesel e gasolina). O 2008 oferece 3 motores diesel: 68, 90 e 115 cavalos e o 1.2 de 82 cavaloes. Esta ultima custa 16 mil euros e a mais cara custa 24 mil euros.

Nós testámos o motor de 115 cavalos, mas já tinha passado por nós o de 90 cv e se a diferença de 1500€ não pesar, opte por o de 115. Embora o de 90 gaste menos 0,5 litros aos cem.

 

Novo-Peugeot-2008-interior

 

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About the Author

Edmar Rodrigues
Sou jornalista de Ti desde 1999. Tendo passado por publicações como ComputerWorld e Bit e pelos sites www.itnews.com.pt de 2002 a 2006 e www.i-tech.com.pt de 2010 a 2014. Actualmente faço a gestão do Tekie e do www.idrive.pt